
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Mais contratos de outsourcing na Câmara de Oeiras

Mais contratos de outsourcing na Câmara de Oeiras
O Bloco de Esquerda votou orgulhosamente só
A Câmara Municipal de Oeiras (CMO) aprovou uma proposta sobre o concurso público internacional para a prestação de serviços de manutenção de espaços verdes para as freguesias de Porto Salvo, Barcarena e Queijas. Esta proposta aplica o regime de outsourcing e estabelece uma despesa para a CMO no valor de 6 547 155 para um período de cinco anos (a dívida da CMO a terceiros ultrapassa os 70 milhões de euros). Foi aprovada por grande maioria. Apenas a CDU se absteve.
Na discussão e votação na Assembleia Municipal de Oeiras (AMO) o presidente da CMO elogiou a qualidade dos jardineiros que são funcionários da CMO e denunciou a falta de qualidade do trabalho da empresa que, actualmente, presta o serviço. Convém dizer que esta empresa trabalha em regime de outsourcing. Quanto a estas afirmações todos os partidos estão de acordo, Bloco de Esquerda incluído.
O presidente da CMO disse, ainda, que não vale a pena abrir um concurso para contratar jardineiros para a CMO porque os concursos são pouco ágeis, muito demorados, poucos cidadãos se candidatam e quando são contratados já têm outro emprego. Assim é melhor optar pelo outsourcing. Aqui todos os partidos estão de acordo, excepto o Bloco de Esquerda, que entende que este regime engorda as empresas de trabalho temporário, promove a precariedade, paga ordenados inferiores aos da CMO e condena os trabalhadores à ausência de direitos.
Quando se votou na AM a proposta foi aprovada com os votos favoráveis do IOMAF (lista de Isaltino Morais), PS, CDS e PSD. A CDU absteve-se e o Bloco de Esquerda votou contra.
Mas, durante o debate, a CDU apresentou a terceira via – a criação de uma empresa municipal – para a manutenção dos jardins. O presidente da CMO e todas as forças políticas estão de acordo com esta solução. Todas as forças não porque o Bloco de Esquerda está frontalmente contra.
As empresas municipais servem para oferecer empregos aos amigos nas Administrações. Aqueles que estiverem em exclusivo recebem 3500 euros de remuneração, têm direito a despesas de representação e ajudas de custo, além de automóvel com motorista. Além disso a CMO tem assinado contratos com as Administrações que, na prática, são prémios para os administradores no caso de a empresa obter os lucros previstos. Como isto é pouco, a empresa paga as despesas dos administradores relativas a pós-graduações, mestrados, douturamentos…
Os administradores não executivos recebem 250 euros por cada reunião da Administração.
Os trabalhadores não são escolhidos em concurso público, mas com base noutros motivos…
O presidente da CMO afirmou que será criada uma empresa municipal desde que haja unanimidade na Assembleia Municipal. Se o presidente da CMO mantiver a palavra não haverá empresa municipal.
..................................Bloco de Esquerda OeirasOeirasRua Artur Brandão, nº13
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
GREVE GERAL - mudança do local do espectáculo - Praça da Figueira


..................................Bloco de Esquerda OeirasOeirasRua Artur Brandão, nº13http://www.facebook.com/profile.php?id=100000806156575
sábado, 6 de novembro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Os bairros sociais a acção social da Câmara de Oeiras e a obra de Cavaco Silva

Os bairros sociais
a acção social da Câmara de Oeiras
e a obra de Cavaco Silva
Quando confrontado na Assembleia Municipal (AM) com argumentos para os quais não tem resposta, o senhor presidente da CMO tira a cassete da cartola, liga-a e ouve-se: “ Não há barracas em Oeiras. Eu acabei com elas”.
Mas vamos ao debate. É para isso que estamos aqui. Nos primeiros bairros construídos verificaram-se as seguintes questões:
- Construção de má qualidade, atestada pela realização de obras de recuperação poucos anos após a sua inauguração e, num caso mais grave, a demolição do bairro como aconteceu no Moinho da Portela;
- Separação das pessoas de uma família por vários bairros, o que revela insensibilidade social;
- Meio envolvente desadequado da realidade em que os cidadãos sempre viveram, com falta de grandes espaços públicos para aqueles que deles necessitavam;
- Ausência de equipamentos sociais na ocasião de entrega das chaves às pessoas realojadas;
- Famílias, que habitavam em zonas perto do rio Tejo, empurradas para o interior do concelho para “oferecer” os terrenos ao negócio;
- Grandes bairros, que se tornaram em guetos das pessoas que haviam vivido em barracas, sem qualquer integração no meio envolvente ao contrário do que foi feito no Reino Unido logo a seguir à Segunda Grande Guerra (integração dos realojados em bairros onde também residem moradores não provenientes de bairros sociais);
- Aplicação das chamadas rendas sociais que, apesar de estarem de acordo com a Lei, então em vigor, pouco tinham de sociais.
O Plano Especial de Realojamento (PER) foi um fracasso total quer do ponto de vista da inserção social, quer nos espaços habitacionais, quer ainda nos espaços envolventes e no tecido social.
Os únicos sucessos no realojamento foram os que envolveram as Associações de Moradores 25 de Abril em Linda-a-Velha, 18 de Maio na Outurela e Luta Pela Casa em Carnaxide.
A actual situação social, no país, é grave. Tem muitas causas, uma das quais a crise internacional.
Mas há outras, como os cortes em despesas não rentáveis do ponto de vista financeiro. Exemplo disso é a inexistência, da parte da Câmara, de projectos de intervenção social em bairros municipais (investimento de 0% - Informação escrita do presidente da CMO referente aos meses de Junho, Julho e Agosto). Este facto contrasta com os vencimentos dos administradores das empresas municipais – 3500 euros – mais as mordomias.
Também há outra que o Bloco de Esquerda vai, agora, referir. Em 1993 entrou uma nova personagem em cena – o então primeiro-ministro Cavaco Silva. O governo aprovou o Decreto-Lei nº 166/93, de 7 de Maio, que estabeleceu um novo regime de rendas para os bairros sociais. A partir daí foram feitas alterações relativamente à legislação anterior.
O cálculo do rendimento de um agregado familiar passou a integrar o rendimento ilíquido em vez do rendimento líquido. Passaram a contar 14 meses de vencimento em vez dos 12 que contavam antes. Os subsídios de turno e as horas extraordinárias entraram, também, no rendimento do agregado.
Assim, o rendimento dos agregados aumentou de forma artificial e, consequentemente, as rendas também aumentaram.
Em 1995 a Câmara de Oeiras foi a primeira do país a aplicar a nova Lei. Houve, então, grande contestação social e os munícipes estiveram três meses sem pagar renda. A CMO foi, deste modo, obrigada a diminuir as rendas dos jovens até 25 anos e dos reformados com pensões baixas. Também houve consequências políticas: o PSD – o partido do presidente da CMO - havia tido 60% de votos em 1993 e, em 1997, baixou para 30%.
Mas vamos à realidade actual. Mais de 20% das famílias não pagam renda, o que faz com que a CMO seja credora de quase 2,5 milhões de euros. Há cidadãos que cancelaram o fornecimento de gás. As taxas de abandono e insucesso escolares são enormes.
A CMO sabe quais são as taxas de abandono e insucesso escolares nos bairros sociais?
O desemprego, no país, já anda perto dos 11%.
A CMO sabe dizer qual é a taxa de desemprego nos bairros sociais?
E, já agora, qual é o número de famílias dos bairros sociais, que é obrigada a recorrer ao Rendimento Social de Inserção?
Na opinião do Bloco de Esquerda há as seguintes questões a resolver:
- Revogar o Decreto-Lei anti-social de Cavaco Silva e substituí-lo por uma Lei que tenha em conta a situação das pessoas que vivem em bairros sociais. Não chegava a Cavaco Silva ser o principal responsável por um défice público tão elevado;
- A CMO tem de compreender que há problemas sociais nos bairros e enfrentá-los. Deve fazer-se um forte investimento na juventude, criando um banco de material escolar e ocupando os tempos livres dos jovens em actividades de formação. Os mais idosos precisam de maior acompanhamento e apoio.
Os despejos não são solução. O presidente da CMO tem de atirar a cassete para o lixo pois o discurso fácil nunca resolveu problemas.
sábado, 7 de agosto de 2010
O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU EM OEIRAS

terça-feira, 20 de julho de 2010
O fiasco do Satu e a fuga para a frente da Câmara de Oeiras

Bloco de Esquerda Oeiras
Rua Artur Brandão, nº13 – Oeiras
www.bloco-oeiras.blogspot.com
bloco.oeiras@gmail.com
http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100000806156575
terça-feira, 13 de julho de 2010
Relação confirma pena de dois anos para autarca de Oeiras - in Jornal SOL
O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou parte da pena de prisão a que Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, foi condenado. Ao contrário do que o SOL acabou de divulgar, a perda de mandato não foi confirmada pela Relação.
Isaltino tinha sido condenado a sete anos de prisão efectiva pelos crimes de corrupção, fraude fiscal, abuso de poder, entre outros.
Segundo soube o SOL, a Relação reduziu a pena de prisão pelos crimes de branqueamento de capitais e fraude fiscal, retirou a Isaltino a condenação pelo crime de abuso de poder e mandou repetir a audiência de julgamento na parte da corrupção. Isto porque, segundo as informações recolhidas pelo SOL, considerou não terem sido dados como provados os factos relacionados com a prática deste crime, ao contrário do que o tribunal de Oeiras decidira.
O TRL decidiu ainda reduzir a indemnização que Isaltino tinha sido condenado a pagar ao Estado para 197.266 euros. E revogou ainda a perda da favor do Estado do terreno no Algarve que um dos empreiteiros envolvidos neste processo oferecera ao autarca.
O autarca de Oeiras foi notificado hoje de manhã. E contactado pelo SOL, recusou-se a prestar declarações. «Peço desculpa, mas não quero falar. Não insista. Eu não quero ser malcriado», limitou-se a afirmar.
Isaltino, entretanto, não pode recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça da decisão da Relação de Lisboa. O acordão só é passível de recurso para o Tribunal Constitucional, podendo, aí, ganhar algum tempo até à desfecho definitivo do seu processo.
Especialistas contactados pelo SOL, esclarecem que o recurso para o Constitucional terá efeitos suspensivos da pena a que o autarca foi condenado."
quarta-feira, 30 de junho de 2010
2 Julho - TEATRO VISÕES ÚTEIS - BOOM & BANG - UMA HISTÓRIA DA CRISE MUNDIAL - SIMPS - PORTO SALVO

amaradas,
vimos por este meio convidá-los para assistir à peça de teatro "BOOM&BANG - Uma história da crise mundial", que se realizará na Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo no dia 2 de Julho pelas 21h30, com entrada gratuita.
"Na sequência da crise económica, o National Theatre (Londres) encomendou ao dramaturgo David Hare uma peça de teatro que retratasse o tema e alguns dos seus protagonistas.
Inspirando-se nessa peça e fazendo referência também à realidade portuguesa, o Teatro Visões Úteis apresenta-nos agora uma tragicomédia financeira que começa na ganância de alguns e acaba no sacrifício de (quase) todos.
Um espectáculo extremamente divertido...apesar de não ter piada nenhuma!"
" Boom & Bang é o mais recente espectáculo da Visões Úteis, onde com bastante humor, é explicado os antecedentes da crise financeira que se vive hoje na Europa e em Portugal.
Usaram o nosso dinheiro para salvar os bancos e os seus lucros; mas dizem que não pode haver aumentos de salários nem empregos seguros e estáveis. Querem a precariedade, os baixos salários e o desemprego como modelo do seu sistema.
Invadem países por petróleo e controlo económico. Gastam milhões na guerra como braço armado da economia e subjugam vidas ao desígnio do lucro. Querem a privatização dos serviços públicos, dificultando e tornando mais caro o acesso à saúde e à educação. Dificultam o acesso à reforma e ao subsidio de desemprego e dizem-nos que temos de pagar a crise provocada pelos especuladores.
O capitalismo não é o único modelo possível: é o sistema que mais interessa a quem vive da exploração dos outros e dos negócios da guerra.
Por uma maior justiça é preciso fazer crescer toda a luta anticapitalista."
mapa: http://maps.google.com/maps?f=d&source=s_d&saddr&daddr=38.717206,-9.301895&hl=pt-PT&geocode&mra=dme&mrcr=0&mrsp=1&sz=18&sll=38.717247,-9.301295&sspn=0.002398,0.004823&ie=UTF8&t=h&z=18
Até lá,
um abraço
--
..................................
Bloco de Esquerda Oeiras
Rua Artur Brandão, nº13 – Oeiras
www.bloco-oeiras.blogspot.com
bloco.oeiras@gmail.com
http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100000806156575
sexta-feira, 21 de maio de 2010
SESSÃO PÚBLICA - DEBATER O TEU FUTURO com VALETE, JOSÉ LUÍS TAVARES E FRANCISCO SILVA
