sábado, 30 de abril de 2011

DISCURSO DO 25 DE ABRIL, PELO ELEITO DO BE NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL


O 25 de Abril está vivo


Estamos aqui, hoje, para comemorar a data em que os capitães de Abril assumiram, com coragem, o derrube do anterior regime. E fizeram-no de forma desinteressada pois a maior parte deles não obteve quaisquer benefícios profissionais nem pessoais. O Bloco de Esquerda saúda todos aqueles e aquelas que, perante as situações mais adversas, lutaram para que o 25 de Abril se tornasse numa realidade.

Vamos analisar a presente situação política, perspectivando o futuro com uma visão transformadora e progressista.

Face às dificuldades sentidas na economia e para os quais o governo prestou um grande contributo, o governo do PS tinha de fazer escolhas. Ou estaria pelo défice ou estaria pelos cidadãos? Ou estaria pelo emprego ou estaria pela usura? Ou queria o crescimento económico ou queria a recessão? O governo PS fez a sua opção, colocando-se do lado da minoria que tem o poder económico e, consequentemente, contra a maioria dos cidadãos. E, assim, cortou nos salários dos funcionários públicos e nas prestações sociais, promoveu os despedimentos mais baratos e pagos pelos próprios trabalhadores…

Entretanto tivemos o congresso do PS. Aqui o Bloco de Esquerda saúda o PS por ter dado um “exemplo” de aplicação da austeridade pois transformou o congresso num comício – poupou porque fez o dois em um. No congresso o PS agitou as bandeiras da saúde, da educação e da defesa dos trabalhadores. Mas quais tinham sido as medidas do governo nestas áreas? Entrega de hospitais públicos a grupos privados, encerramento de unidades de saúde, perseguição aos professores, encerramento de escolas, mais precariedade, mais dificuldades na atribuição de bolsas de estudo, retirada de apoios sociais. Além disto paga três euros e meia à hora aos substitutos dos auxiliares nas escolas. Trabalham, no máximo, quatro horas por dia e os contratos têm a duração de um ou de dois meses. Isto é fácil de explicar. Se a escola precisar de um substituto no mês de Abril, nada feito, porque não houve aulas durante duas semanas. Só se contrata o substituto em Maio. Este é o “Estado Social” do governo e do PS.

O governo e o PS aplicaram a política do FMI a prestações.

Mas o governo e o PS não estiveram sozinhos. Forçaram a direita, órfã de ideologia e rumo, a aprovar não um, nem dois, mas três PECs, sabendo que seria difícil aguentar a pressão da contestação popular e sabendo que as suas ideias – que nos conduziram a uma grave crise social – são ideias “roubadas” à direita. Então Sócrates lançou a “batata quente” para o Parlamento, o qual rejeitou mais austeridade, apesar da agenda secreta das negociações em torno do resgate externo.

Na discussão do PEC 4 Passos Coelho disse, em português, que o PSD votou contra porque não se podem exigir mais sacrifícios ao povo. Dois dias depois o mesmo Passos Coelho afirmou, em inglês, e após Durão Barroso, Merkel e Jean Claude Juncker lhe terem puxado as orelhas, que o PEC 4 não era suficientemente exigente face às exigências da banca. É notável a coluna vertebral deste aspirante a primeiro-ministro. Lembra a de um caracol.

Como se vê PS e PSD são a cara e a coroa da moeda da austeridade. O país está saturado de mais de trinta anos de alterne entre PS sem D e de PS com D.

O Bloco de Esquerda exige uma auditoria à dívida pública. O governo tem de prestar esclarecimentos aos cidadãos. Socorreu os bancos através da nacionalização dos prejuízos, como os do BPN e do BPP e o resultado foi a transformação de dívidas privadas em dívida pública, à qual se juntam as dívidas das parcerias público-privadas, cuja pesada factura vem sendo paga dolorosamente pelos impostos dos trabalhadores e das famílias, principais vítimas da política monetarista e de coordenação orçamental imposta pela troika, através das sanções por défice excessivo. Aliás apenas um terço do défice diz respeito à dívida pública. Os outros dois terços têm a ver com a dívida privada.

O Bloco de Esquerda é acusado pelo tripé doméstico da troika do FMI – PS/PSD/CDS – por se ter recusado a participar nas negociações com a troika. A negociação desta troika faz-se, apenas, com o governo. As negociações com o PSD e com o CDS não passam de uma encenação destes partidos. Querem mostrar-se actores de um filme em que não passam de figurantes. Nada mais actual que os versos de Zé Mário Branco na sua canção cujo título é FMI:

“Não há truque que não lucre o FMI”. (fim de citação).

O Bloco de Esquerda não se exclui do debate democrático. Recusa, sim, o diálogo com os carrascos.

O tripé doméstico da troika do FMI quer hipotecar o nosso futuro.

Vamos construir uma alternativa que tenha como objectivos uma política de esquerda e um governo de esquerda. Nesta alternativa caberão todos os que querem salvar a economia contra a situação de bancarrota. Daremos respostas ao desemprego, à precariedade laboral e à recessão económica. Defenderemos os serviços públicos e o Estado Social. Combateremos a redução de direitos. Os cidadãos são soberanos pois decidirão o futuro de Portugal. As eleições de 5 de Junho clarificarão a situação.

Falemos, um pouco, de Oeiras e da Câmara. Voltemos às Parcerias Público Privadas. Vamos centrar-nos numa dessas parcerias – a sociedade Oeiras Expo. Essa sociedade vai construir dois empreendimentos. Atentemos esta intervenção num deles, o Centro de Congressos, Feiras e Exposições. A CMO é proprietária do terreno. Cede à sociedade Oeiras Expo, gratuitamente, a titularidade do direito de superfície do terreno onde será construído o empreendimento. Como a lei não permite que a CMO se endivide, a sociedade fez um empréstimo bancário. A CMO paga à sociedade, todos os meses, aquilo que a sociedade paga ao banco, durante 25 anos. Será uma renda mensal de cerca de 250 mil euros no primeiro ano. Ao fim dos 25 anos, a Câmara juntou uma nova dívida, no valor exactamente de 76 milhões de euros, ou seja um “isaltino”, a nova unidade monetária de Oeiras. Assim o capitalista, que pediu o dinheiro emprestado à banca, vai recebê-lo todo da CMO e ainda vai ganhar uns milhões em “trocos”. Afinal a maioria da CMO é favorável à intervenção do Estado pois o capitalista não corre qualquer risco. Entretanto as obras começaram, mas já estão paradas.

E as outras obras? O Centro de Saúde Algés não começou. Tem, apenas, o tapume. A obra do campo de futebol do Atlético de Porto Salvo parada está. Outras obras com a nova fase do passeio marítimo e o Rossio de Porto Salvo aguardam melhores dias. Já se diz que o Parque dos Poetas é a próxima obra a parar.

Oeiras é o concelho das obras paradas.

A dívida a terceiros da CMO ultrapassa os 70 milhões de euros, ou seja 90% de um “isaltino”.

Que milagre existe em Oeiras? Como é que o presidente da CMO consegue aprovar todas as propostas quando não tem a maioria dos vereadores? É fácil explicar: PS e PSD alternam no apoio. Mas apoiam a troco de quê? De vereadores com direito a salário, de administradores das empresas participadas pela CMO, com direito a salário, claro.

Mas o ciclo político, no concelho, está a terminar.

Como sairemos, então, desta situação política que é extremamente difícil? Como combateremos o desespero, levantando a bandeira da esperança?

O Bloco de Esquerda cita, com a devida vénia, o último parágrafo do manifesto dos 74 nascidos após 74 cujo título é O inevitável é inviável:

“Queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio.” (fim de citação)


Viva o 25 de Abril


O eleito do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Oeiras


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Grande comício no Coliseu dos Recreios em Lisboa | Manuel Alegre 2011

Grande comício no Coliseu dos Recreios em Lisboa | Manuel Alegre 2011

No que diz respeito ao lixo a Câmara de Oeiras anda de cavalo para burro


No que diz respeito ao lixo

a Câmara de Oeiras anda de cavalo para burro


A Câmara de Oeiras optou, há cerca de vinte anos, pela compostagem para o tratamento de resíduos sólidos. Este sistema consiste numa separação inicial dos resíduos não orgânicos (papel, plástico, metal,…). A seguir o material orgânico é tratado, resultando daí um composto que serve de fertilizante. O material, que sobrava do tratamento, era depositado no aterro de Trajouce, não provocando qualquer contaminação dos solos. A máquina esgotou, há dez anos, o seu tempo de vida e, então, os lixos não são tratados. São depois depositados na lixeira de Trajouce.


Oeiras foi o primeiro concelho de Portugal a optar pela recolha de resíduos sólidos porta-a-porta. Começou na freguesia de Queijas. Mais tarde passou-se a fazer a recolha selectiva de resíduos recicláveis porta-a-porta, também em Queijas. Ainda mais tarde generalizou-se a recolha selectiva de resíduos sólidos a todas as zonas de vivendas e às urbanizações do concelho em que os prédios têm casas de lixo. Entretanto a Câmara decidiu acabar com a recolha de resíduos recicláveis porta-a-porta. É claro que o Bloco de Esquerda votou contra esta proposta na Assembleia Municipal.


A Assembleia Municipal vai reunir no próximo dia 24 de janeiro, segunda-feira, às 21 horas no Centro Social e Paroquial de Queijas. Os cidadãos podem usar da palavra no início da reunião. Poderão questionar a Câmara sobre qualquer problema existente no concelho.

Participe.


Dê a sua opinião.



..................................
Bloco de Esquerda Oeiras
Oeiras
Rua Artur Brandão, nº13



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mais contratos de outsourcing na Câmara de Oeiras

Mais contratos de outsourcing na Câmara de Oeiras

O Bloco de Esquerda votou orgulhosamente só


A Câmara Municipal de Oeiras (CMO) aprovou uma proposta sobre o concurso público internacional para a prestação de serviços de manutenção de espaços verdes para as freguesias de Porto Salvo, Barcarena e Queijas. Esta proposta aplica o regime de outsourcing e estabelece uma despesa para a CMO no valor de 6 547 155 para um período de cinco anos (a dívida da CMO a terceiros ultrapassa os 70 milhões de euros). Foi aprovada por grande maioria. Apenas a CDU se absteve.


Na discussão e votação na Assembleia Municipal de Oeiras (AMO) o presidente da CMO elogiou a qualidade dos jardineiros que são funcionários da CMO e denunciou a falta de qualidade do trabalho da empresa que, actualmente, presta o serviço. Convém dizer que esta empresa trabalha em regime de outsourcing. Quanto a estas afirmações todos os partidos estão de acordo, Bloco de Esquerda incluído.


O presidente da CMO disse, ainda, que não vale a pena abrir um concurso para contratar jardineiros para a CMO porque os concursos são pouco ágeis, muito demorados, poucos cidadãos se candidatam e quando são contratados já têm outro emprego. Assim é melhor optar pelo outsourcing. Aqui todos os partidos estão de acordo, excepto o Bloco de Esquerda, que entende que este regime engorda as empresas de trabalho temporário, promove a precariedade, paga ordenados inferiores aos da CMO e condena os trabalhadores à ausência de direitos.

Quando se votou na AM a proposta foi aprovada com os votos favoráveis do IOMAF (lista de Isaltino Morais), PS, CDS e PSD. A CDU absteve-se e o Bloco de Esquerda votou contra.


Mas, durante o debate, a CDU apresentou a terceira via – a criação de uma empresa municipal – para a manutenção dos jardins. O presidente da CMO e todas as forças políticas estão de acordo com esta solução. Todas as forças não porque o Bloco de Esquerda está frontalmente contra.


As empresas municipais servem para oferecer empregos aos amigos nas Administrações. Aqueles que estiverem em exclusivo recebem 3500 euros de remuneração, têm direito a despesas de representação e ajudas de custo, além de automóvel com motorista. Além disso a CMO tem assinado contratos com as Administrações que, na prática, são prémios para os administradores no caso de a empresa obter os lucros previstos. Como isto é pouco, a empresa paga as despesas dos administradores relativas a pós-graduações, mestrados, douturamentos…


Os administradores não executivos recebem 250 euros por cada reunião da Administração.


Os trabalhadores não são escolhidos em concurso público, mas com base noutros motivos…


O presidente da CMO afirmou que será criada uma empresa municipal desde que haja unanimidade na Assembleia Municipal. Se o presidente da CMO mantiver a palavra não haverá empresa municipal.



..................................
Bloco de Esquerda Oeiras
Oeiras
Rua Artur Brandão, nº13
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000806156575

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

GREVE GERAL - mudança do local do espectáculo - Praça da Figueira


Agenda 24 Novembro

Ponto de informação sobre a Greve Geral
Iniciativa da União dos Sindicatos de Lisboa
Lisboa, Rossio, a parir das 9h.

Um Abraço pelo Teatro Nacional São João
Porto, Praça da batalha, 13h. Mais informação.

Concentração de professores contratados e desempregados
Lisboa, frente ao Ministério da Educação (Av. 5 de Outubro), 14h30. Mais informação.

Concentração de Precários e Intermitentes
Lisboa, Rossio, Acções de rua/performance, a partir das 11h e Concentração conjunta com bancas, concerto, intervenções e apoio jurídico, às 15h.
Lisboa, local a confirmar, Festa da Greve, 21h.

Concentração de grevistas, desempregados e reformados
Faro, Jardim Manuel Bívar (frente à CGD), 16h30.

Todos/as ao Concerto da Greve Geral
Lisboa, Praça da Figueira, 17h30. Org.: SPGL.


O Sindicato dos Professores da Grande Lisboa realiza na tarde do dia da greve geral, 24 de Novembro, a partir das 17h 30, um grande espectáculo musical para o qual lestão confirmados, até ao momento, Jorge Palma, Camané, Janita Salomé, Peste & Sida, Zé Pedro dos Xutos e Pontapés, Alex, dos Rádio Macau.

O Rossio será assim um local de encontro e concentração no dia da greve em Lisboa. A União de Sindicatos de Lisboa manterá lá um ponto de informações e mobilização para a greve. Os Precários Inflexíveis e a Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual organizam na mesma praça uma concentração, a partir das 15h.

Contamos contigo!!


..................................
Bloco de Esquerda Oeiras
Oeiras
Rua Artur Brandão, nº13
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000806156575

sábado, 6 de novembro de 2010