
sábado, 7 de agosto de 2010
O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU EM OEIRAS

terça-feira, 20 de julho de 2010
O fiasco do Satu e a fuga para a frente da Câmara de Oeiras

Bloco de Esquerda Oeiras
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Relação confirma pena de dois anos para autarca de Oeiras - in Jornal SOL
O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou parte da pena de prisão a que Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, foi condenado. Ao contrário do que o SOL acabou de divulgar, a perda de mandato não foi confirmada pela Relação.
Isaltino tinha sido condenado a sete anos de prisão efectiva pelos crimes de corrupção, fraude fiscal, abuso de poder, entre outros.
Segundo soube o SOL, a Relação reduziu a pena de prisão pelos crimes de branqueamento de capitais e fraude fiscal, retirou a Isaltino a condenação pelo crime de abuso de poder e mandou repetir a audiência de julgamento na parte da corrupção. Isto porque, segundo as informações recolhidas pelo SOL, considerou não terem sido dados como provados os factos relacionados com a prática deste crime, ao contrário do que o tribunal de Oeiras decidira.
O TRL decidiu ainda reduzir a indemnização que Isaltino tinha sido condenado a pagar ao Estado para 197.266 euros. E revogou ainda a perda da favor do Estado do terreno no Algarve que um dos empreiteiros envolvidos neste processo oferecera ao autarca.
O autarca de Oeiras foi notificado hoje de manhã. E contactado pelo SOL, recusou-se a prestar declarações. «Peço desculpa, mas não quero falar. Não insista. Eu não quero ser malcriado», limitou-se a afirmar.
Isaltino, entretanto, não pode recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça da decisão da Relação de Lisboa. O acordão só é passível de recurso para o Tribunal Constitucional, podendo, aí, ganhar algum tempo até à desfecho definitivo do seu processo.
Especialistas contactados pelo SOL, esclarecem que o recurso para o Constitucional terá efeitos suspensivos da pena a que o autarca foi condenado."
quarta-feira, 30 de junho de 2010
2 Julho - TEATRO VISÕES ÚTEIS - BOOM & BANG - UMA HISTÓRIA DA CRISE MUNDIAL - SIMPS - PORTO SALVO

amaradas,
vimos por este meio convidá-los para assistir à peça de teatro "BOOM&BANG - Uma história da crise mundial", que se realizará na Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo no dia 2 de Julho pelas 21h30, com entrada gratuita.
"Na sequência da crise económica, o National Theatre (Londres) encomendou ao dramaturgo David Hare uma peça de teatro que retratasse o tema e alguns dos seus protagonistas.
Inspirando-se nessa peça e fazendo referência também à realidade portuguesa, o Teatro Visões Úteis apresenta-nos agora uma tragicomédia financeira que começa na ganância de alguns e acaba no sacrifício de (quase) todos.
Um espectáculo extremamente divertido...apesar de não ter piada nenhuma!"
" Boom & Bang é o mais recente espectáculo da Visões Úteis, onde com bastante humor, é explicado os antecedentes da crise financeira que se vive hoje na Europa e em Portugal.
Usaram o nosso dinheiro para salvar os bancos e os seus lucros; mas dizem que não pode haver aumentos de salários nem empregos seguros e estáveis. Querem a precariedade, os baixos salários e o desemprego como modelo do seu sistema.
Invadem países por petróleo e controlo económico. Gastam milhões na guerra como braço armado da economia e subjugam vidas ao desígnio do lucro. Querem a privatização dos serviços públicos, dificultando e tornando mais caro o acesso à saúde e à educação. Dificultam o acesso à reforma e ao subsidio de desemprego e dizem-nos que temos de pagar a crise provocada pelos especuladores.
O capitalismo não é o único modelo possível: é o sistema que mais interessa a quem vive da exploração dos outros e dos negócios da guerra.
Por uma maior justiça é preciso fazer crescer toda a luta anticapitalista."
mapa: http://maps.google.com/maps?f=d&source=s_d&saddr&daddr=38.717206,-9.301895&hl=pt-PT&geocode&mra=dme&mrcr=0&mrsp=1&sz=18&sll=38.717247,-9.301295&sspn=0.002398,0.004823&ie=UTF8&t=h&z=18
Até lá,
um abraço
--
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
SESSÃO PÚBLICA - DEBATER O TEU FUTURO com VALETE, JOSÉ LUÍS TAVARES E FRANCISCO SILVA

terça-feira, 4 de maio de 2010
O COMBOIO-FANTASMA - SATU(O)

"Polícia fez buscas na sede da SATU e na construtora Teixeira&Duarte
A Polícia Judiciária realizou, há poucas semanas, buscas na sede da empresa municipal SATU (Serviço Automático de Transporte Urbano de Oeiras) e na empresa Teixeira&Duarte. De acordo com informações recolhidas pelo DN, a Judiciária está a investigar os contornos da relação entre a empresa municipal e a construtora que gere o chamado "comboio-fantasma" de Oeiras.
O inquérito em causa foi aberto em 2007 pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), sendo que a investigação está a cargo da Unidade Nacional contra a Corrupção. Até à hora de fecho desta edição, não foi possível confirmar quais os eventuais crimes em causa. Contactado pelo DN, Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, garantiu desconhecer completamente a realização de buscas à SATU. "Para mim, é uma novidade", declarou.
O projecto SATU começou com Isaltino Morais e foi desenvolvido por Teresa Zambujo. O capital da empresa está dividido entre a Câmara de Oeiras (51%) e a Teixeira&Duarte (49%). Porém, ao longo dos últimos anos, nunca foi consensual e tem estado debaixo de várias críticas, sobretudo quanto à viabilidade do comboio, cuja ideia terá nascido depois de uma visita de Isaltino Morais a Sydney, Austrália. Actualmente, tem apenas um único troço: a ligação da estação ferroviária de Paço d'Arcos ao Centro Comercial Oeiras Parque.
Em Junho do ano passado, o vice-presidente da câmara municipal, Paulo Vistas, disse à agência Lusa que a Teixeira&Duarte, que detém 49% da empresa do SATU, "está num impasse" e que a autarquia estava "disponível para assumir a totalidade da empresa".
De acordo com as informações prestadas por Paulo Vistas, em 2008, o prejuízo do SATU situou- -se em cerca de três milhões de euros, segundo um relatório de contas apreciado no ano passado pela Assembleia Municipal de Oeiras.
"Vai chegar uma altura em que a Teixeira&Duarte vai querer entregar a SATU para não continuar a acumular prejuízo", acrescentou o vice-presidente da autarquia.
No relatório apreciado pelos partidos com representação na Assembleia Municipal foi sublinhado, além do prejuízo que o transporte tem acumulado, um parecer da Inspecção-Geral de Finanças que conclui que o SATU "apresenta dúvidas de natureza fiscal e empresarial".
Para a segunda e terceira fases do projecto, que ligarão o Centro Comercial Oeiras Parque ao Lagoas Park e, depois, ao Taguspark, serão necessários 30 milhões de euros."
in Diário de Notícias, notícia publicada a 27 de Abril de 2010
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
A ribeira do Alto de Barronhos e os desvios da Câmara de Oeiras
(carregue na imagem para ver maior)
A ribeira do Alto de Barronhos
e os desvios da Câmara de Oeiras
A Câmara e o primeiro desvio da ribeira.
Nestas linhas vamos mostrar que interesses serve a Câmara de Oeiras.
Em 1989 o Ministério do Ambiente rejeita o processo de loteamento para a rua Amândio César (Outurela), apresentado pela Câmara de Oeiras devido ao facto de este prever a canalização da ribeira que, em parte, está situada precisamente no local onde se pretendia construir os lotes.
Em 1995 o promotor apresenta o projecto de loteamento à CMO com a ribeira a uma distância 20/21 metros do local onde surgiriam os prédios. EM 1998 a CMO aprova o projecto, com o referido ribeiro a 20 metros das habitações. (este não precisa de autorização do Ministério do Ambiente visto estar fora do domínio hídrico)
Em 2000/2001 os moradores compram as suas habitações com licença de habitação emitida pela CMO.
No segundo semestre de 2001 os cidadãos são surpreendidos com o desvio da ribeira sendo colocados dentro do domínio hídrico, ficando a uma distância de 6/7 metros da ribeira.
A Câmara e o segundo desvio da ribeira.
A Câmara constrói a variante Via Longitudinal Norte com um aterro com 4 metros de altura agravando o potencial de cheia da ribeira ao mesmo tempo uma aberrante obra em termos de Ordenamento do Território. A partir de então as garagens ficam inundadas desde que chova. As inundações são constantes com os elevadores a sofrer reparações constantes.
Os moradores apresentam queixa junto à Direcção Regional do Ambiente e Ordenamento do Território de Lisboa e Vale do Tejo (DRAOTLVT). Em Outubro de 2001 esta Direcção Regional embargou a obra da VLN por FALTA DE LICENCIAMENTO DO DESVIO DA RIBEIRA.
A Câmara tenta manter o ribeiro no mesmo local durante mais de nove anos.
Em Março de 2003 a Câmara apresentou à Comissão de Coordenação de Desenvolvimento de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR), organismo que substituiu entretanto a DRAOTLVT, um projecto de licenciamento de desvio da ribeira que era, precisamente, o mesmo que a DRAOTVL havia embargado em 2001.
A CCDR aprovou o projecto ilegal.
Os cidadãos contestaram esta aprovação, apresentando uma acção junto do Tribunal Administrativo. A CCDR assume perante o Tribunal ter cometido ilegalidades.
A Câmara pede a utilização precária da VLN aos Moradores
Em Julho de 2005 a CMO pede os moradores uma autorização precária de utilização da VLN, por motivos de obras, com a construção de um viaduto junto à empresa Pinhol por um período de 3 meses, informa que está a estudar soluções alternativas para a ribeira e a VLN. Os moradores acreditam nas promessas da CMO e autorizam.
A Câmara não cumpre o acordo e de forma continuada não respeita embargo da estrada.
Em meados de 2007 o deputado Luís Fazenda deslocou-se ao local e, consequentemente, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda fez um requerimento ao Ministro do Ambiente, confrontou o Secretário de Estado do Ambiente com a questão e apresentou queixa ao Inspector-Geral da Administração Local. Estas diligências deixaram o Governo e a citada Inspecção-Geral indiferentes.
A Câmara promete o cumprimento do embargo.
Em Agosto de 2009 a Câmara inaugura o viaduto sobre a auto-estrada A5. Antes informa os moradores que vai cumprir o acordo e o embargo da VLN, informa ainda estar à espera por parte da Administração da Região Hidrográfica (ARH-Tejo) da localização do novo traçado do ribeiro, tendo as verbas necessárias para a realização das obras necessárias.
O Tribunal Administrativo dá razão aos Moradores.
Em Setembro de 2009 o Supremo dá razão aos moradores mantendo a decisão da Relação, após recurso da CMO. Anula o desvio da ribeira tendo a CMO de repor a ribeira na localização de 2000.
O presidente da Câmara não cumpriu o prometido em relação à VLN.
Em Setembro de 2009 são retiradas as barreiras de betão que impedem a circulação do trânsito.
A Câmara de Oeiras não cumpriu o Acórdão do STA nem respondeu ao Bloco de Esquerda.
Em 29 de Outubro, na tomada de posse da Assembleia Municipal de Oeiras e, perante centenas de cidadãos, o Bloco de Esquerda confrontou o presidente da Câmara com estas ilegalidades.
Os Moradores interpõem uma Providência Cautelar
Face a mais esta ilegalidade os moradores interpõem, em Dezembro, uma Providência Cautelar em que são exigidas as seguintes questões:
- Colocação da ribeira a dezoito metros dos prédios.
Em Janeiro de 2010 a CMO reúne-se com os moradores e apresenta uma proposta que vai no sentido das exigências dos moradores. A Câmara coloca blocos de cimento na VLN impedindo a circulação.
A Câmara manobrou com o objectivo de evitar mais uma condenação em Tribunal.
O Presidente afirmou aos cidadãos que já tinha embargado o troço da VLN, que estava disposto a colocar a ribeira a 18 metros dos prédios respeitando uma decisão da ARH-Tejo emitida em Dezembro de 2009 e prometeu, ainda, que os edifícios seriam impermeabilizados. Em troca pedia a desistência da providência cautelar. Como já tinham sido enganados pelo presidente da CMO os moradores não embarcaram na conversa…
O Tribunal Administrativo dá razão aos Moradores na Providência Cautelar e condena a CMO.
Na decisão a Câmara foi condenada a repor a ribeira a 18 metros dos prédios e a manter a VLN fechada.
Quem está a pagar aos advogados que defenderam a Câmara?
É claro que são os munícipes que pagam este serviço.
Como consequência das ilegalidades cometidas e da violação dos decretos leis que regem o Ordenamento do Território todos os munícipes de Oeiras foram seriamente prejudicados em particular os residentes. Apenas promotores imobiliários ganharam com este loteamento.
faça download aqui dos documentos
embargo http://www.4shared.com/photo/LHRnHlC0/embargo2.html
supremo tribunal http://www.4shared.com/document/e6bI_qXl/supremo_tribunal.html



