segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Intervenção cidadã obriga Câmara a suspender o assassinato de árvores


Intervenção cidadã obriga Câmara a suspender o assassinato de árvores

A Câmara de Oeiras abateu árvores, a maior parte delas saudáveis. Como é habitual não houve diálogo com os moradores. O fato dos cidadãos terem reclamado levou a Câmara a parar com o morticínio. A autarquia não apresentou nenhum estudo justificativo da acção nem o agora falado plano de requalificação.

Na opinião do Bloco de Esquerda a cidadania obteve uma primeira vitória com a suspensão do assassinato. É preciso continuar este caminho e partir para a conquista do órgão fiscalizador da Câmara – a Assembleia Municipal. A Assembleia reúne, em reunião pública, na próxima segunda-feira, dia 26 de Setembro, a partir das 15 horas na Biblioteca Municipal. O Bloco de Esquerda intervirá no início da reunião. Os cidadãos terão direito à palavra no fim da reunião, seguindo-se as opiniões do presidente da Câmara e dos partidos. Normalmente as reuniões terminam por volta das 19 horas.


.................................. Bloco de Esquerda Oeiras Rua Artur Brandão, nº13 – Oeiras www.bloco-oeiras.blogspot.com bloco.oeiras@gmail.com http://www.facebook.com/profile.php?id=100000806156575

quinta-feira, 14 de julho de 2011

SESSÃO DE CINEMA




Sessão de Cinema
Debtocracy - Um olhar sobre a situação na Grécia

Seguido de debate com Jorge Costa

"Documentário que revela a crise econômico-social pela qual passam os países periféricos da União Europeia, em especial a Grécia. Vemos como as políticas econômicas neoliberais impostas pelos agentes financeiros da UE levam à bancarrota os países de sua periferia e os deixam maniatados às decisões das grandes corporações financeiras extranacionais. O interesse primordial é sempre a defesa dos ganhos dos grandes grupos financeiros dos países mais fortes, principalmente da Alemanha, em detrimento das maiorias populares dos países de segunda linha como Grécia, Irlanda e Portugal.

O filme também nos mostra que é possível enfrentar com êxito às pressões dos aparelhos a serviço do capital financeiro mundial (FMI, Banco Mundial, etc.) quando os governantes do país ameaçado têm suficiente dignidade para colocar em primeiro lugar a satisfação das necessidades d0 seu povo, e não a obsessão por lucros dos magnatas financeiros. É o caso do Equador dirigido por Rafael Correa."



--  .................................. Bloco de Esquerda Oeiras Rua Artur Brandão, nº13 – Oeiras www.bloco-oeiras.blogspot.com bloco.oeiras@gmail.com http://www.facebook.com/profile.php?id=100000806156575



SESSÃO DE CINEMA




Sessão de Cinema
Debtocracy - Um olhar sobre a situação na Grécia

Seguido de debate com Jorge Costa

"Documentário que revela a crise econômico-social pela qual passam os países periféricos da União Europeia, em especial a Grécia. Vemos como as políticas econômicas neoliberais impostas pelos agentes financeiros da UE levam à bancarrota os países de sua periferia e os deixam maniatados às decisões das grandes corporações financeiras extranacionais. O interesse primordial é sempre a defesa dos ganhos dos grandes grupos financeiros dos países mais fortes, principalmente da Alemanha, em detrimento das maiorias populares dos países de segunda linha como Grécia, Irlanda e Portugal.

O filme também nos mostra que é possível enfrentar com êxito às pressões dos aparelhos a serviço do capital financeiro mundial (FMI, Banco Mundial, etc.) quando os governantes do país ameaçado têm suficiente dignidade para colocar em primeiro lugar a satisfação das necessidades d0 seu povo, e não a obsessão por lucros dos magnatas financeiros. É o caso do Equador dirigido por Rafael Correa."



--  .................................. Bloco de Esquerda Oeiras Rua Artur Brandão, nº13 – Oeiras www.bloco-oeiras.blogspot.com bloco.oeiras@gmail.com http://www.facebook.com/profile.php?id=100000806156575



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sessão: Alternativas da Esquerda à austeridade + concerto Neri

Sessão: Alternativas da Esquerda à austeridade - COM O FMI QUEM PAGA ÉS TU!

Com os oradores:
Helena Pinto
Mariana Mortágua
Francisco Silva

E ainda com o concerto do músico Neri - voz e violão, interpretando música de intervenção tais como Chico Buarque entre outros.


Uma sessão para aqueles que desconhecem as medidas e formas de acção do FMI.


mapa: http://maps.google.com/maps?f=d&source=s_d&saddr&daddr=38.717298%2C-9.302008&hl=en&geocode&mra=mift&mrsp=1&sz=19&sll=38.717273%2C-9.301547&sspn=0.001157%2C0.002403&ie=UTF8&t=h&z=19

Contamos contigo!!

sábado, 30 de abril de 2011

DISCURSO DO 25 DE ABRIL, PELO ELEITO DO BE NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL


O 25 de Abril está vivo


Estamos aqui, hoje, para comemorar a data em que os capitães de Abril assumiram, com coragem, o derrube do anterior regime. E fizeram-no de forma desinteressada pois a maior parte deles não obteve quaisquer benefícios profissionais nem pessoais. O Bloco de Esquerda saúda todos aqueles e aquelas que, perante as situações mais adversas, lutaram para que o 25 de Abril se tornasse numa realidade.

Vamos analisar a presente situação política, perspectivando o futuro com uma visão transformadora e progressista.

Face às dificuldades sentidas na economia e para os quais o governo prestou um grande contributo, o governo do PS tinha de fazer escolhas. Ou estaria pelo défice ou estaria pelos cidadãos? Ou estaria pelo emprego ou estaria pela usura? Ou queria o crescimento económico ou queria a recessão? O governo PS fez a sua opção, colocando-se do lado da minoria que tem o poder económico e, consequentemente, contra a maioria dos cidadãos. E, assim, cortou nos salários dos funcionários públicos e nas prestações sociais, promoveu os despedimentos mais baratos e pagos pelos próprios trabalhadores…

Entretanto tivemos o congresso do PS. Aqui o Bloco de Esquerda saúda o PS por ter dado um “exemplo” de aplicação da austeridade pois transformou o congresso num comício – poupou porque fez o dois em um. No congresso o PS agitou as bandeiras da saúde, da educação e da defesa dos trabalhadores. Mas quais tinham sido as medidas do governo nestas áreas? Entrega de hospitais públicos a grupos privados, encerramento de unidades de saúde, perseguição aos professores, encerramento de escolas, mais precariedade, mais dificuldades na atribuição de bolsas de estudo, retirada de apoios sociais. Além disto paga três euros e meia à hora aos substitutos dos auxiliares nas escolas. Trabalham, no máximo, quatro horas por dia e os contratos têm a duração de um ou de dois meses. Isto é fácil de explicar. Se a escola precisar de um substituto no mês de Abril, nada feito, porque não houve aulas durante duas semanas. Só se contrata o substituto em Maio. Este é o “Estado Social” do governo e do PS.

O governo e o PS aplicaram a política do FMI a prestações.

Mas o governo e o PS não estiveram sozinhos. Forçaram a direita, órfã de ideologia e rumo, a aprovar não um, nem dois, mas três PECs, sabendo que seria difícil aguentar a pressão da contestação popular e sabendo que as suas ideias – que nos conduziram a uma grave crise social – são ideias “roubadas” à direita. Então Sócrates lançou a “batata quente” para o Parlamento, o qual rejeitou mais austeridade, apesar da agenda secreta das negociações em torno do resgate externo.

Na discussão do PEC 4 Passos Coelho disse, em português, que o PSD votou contra porque não se podem exigir mais sacrifícios ao povo. Dois dias depois o mesmo Passos Coelho afirmou, em inglês, e após Durão Barroso, Merkel e Jean Claude Juncker lhe terem puxado as orelhas, que o PEC 4 não era suficientemente exigente face às exigências da banca. É notável a coluna vertebral deste aspirante a primeiro-ministro. Lembra a de um caracol.

Como se vê PS e PSD são a cara e a coroa da moeda da austeridade. O país está saturado de mais de trinta anos de alterne entre PS sem D e de PS com D.

O Bloco de Esquerda exige uma auditoria à dívida pública. O governo tem de prestar esclarecimentos aos cidadãos. Socorreu os bancos através da nacionalização dos prejuízos, como os do BPN e do BPP e o resultado foi a transformação de dívidas privadas em dívida pública, à qual se juntam as dívidas das parcerias público-privadas, cuja pesada factura vem sendo paga dolorosamente pelos impostos dos trabalhadores e das famílias, principais vítimas da política monetarista e de coordenação orçamental imposta pela troika, através das sanções por défice excessivo. Aliás apenas um terço do défice diz respeito à dívida pública. Os outros dois terços têm a ver com a dívida privada.

O Bloco de Esquerda é acusado pelo tripé doméstico da troika do FMI – PS/PSD/CDS – por se ter recusado a participar nas negociações com a troika. A negociação desta troika faz-se, apenas, com o governo. As negociações com o PSD e com o CDS não passam de uma encenação destes partidos. Querem mostrar-se actores de um filme em que não passam de figurantes. Nada mais actual que os versos de Zé Mário Branco na sua canção cujo título é FMI:

“Não há truque que não lucre o FMI”. (fim de citação).

O Bloco de Esquerda não se exclui do debate democrático. Recusa, sim, o diálogo com os carrascos.

O tripé doméstico da troika do FMI quer hipotecar o nosso futuro.

Vamos construir uma alternativa que tenha como objectivos uma política de esquerda e um governo de esquerda. Nesta alternativa caberão todos os que querem salvar a economia contra a situação de bancarrota. Daremos respostas ao desemprego, à precariedade laboral e à recessão económica. Defenderemos os serviços públicos e o Estado Social. Combateremos a redução de direitos. Os cidadãos são soberanos pois decidirão o futuro de Portugal. As eleições de 5 de Junho clarificarão a situação.

Falemos, um pouco, de Oeiras e da Câmara. Voltemos às Parcerias Público Privadas. Vamos centrar-nos numa dessas parcerias – a sociedade Oeiras Expo. Essa sociedade vai construir dois empreendimentos. Atentemos esta intervenção num deles, o Centro de Congressos, Feiras e Exposições. A CMO é proprietária do terreno. Cede à sociedade Oeiras Expo, gratuitamente, a titularidade do direito de superfície do terreno onde será construído o empreendimento. Como a lei não permite que a CMO se endivide, a sociedade fez um empréstimo bancário. A CMO paga à sociedade, todos os meses, aquilo que a sociedade paga ao banco, durante 25 anos. Será uma renda mensal de cerca de 250 mil euros no primeiro ano. Ao fim dos 25 anos, a Câmara juntou uma nova dívida, no valor exactamente de 76 milhões de euros, ou seja um “isaltino”, a nova unidade monetária de Oeiras. Assim o capitalista, que pediu o dinheiro emprestado à banca, vai recebê-lo todo da CMO e ainda vai ganhar uns milhões em “trocos”. Afinal a maioria da CMO é favorável à intervenção do Estado pois o capitalista não corre qualquer risco. Entretanto as obras começaram, mas já estão paradas.

E as outras obras? O Centro de Saúde Algés não começou. Tem, apenas, o tapume. A obra do campo de futebol do Atlético de Porto Salvo parada está. Outras obras com a nova fase do passeio marítimo e o Rossio de Porto Salvo aguardam melhores dias. Já se diz que o Parque dos Poetas é a próxima obra a parar.

Oeiras é o concelho das obras paradas.

A dívida a terceiros da CMO ultrapassa os 70 milhões de euros, ou seja 90% de um “isaltino”.

Que milagre existe em Oeiras? Como é que o presidente da CMO consegue aprovar todas as propostas quando não tem a maioria dos vereadores? É fácil explicar: PS e PSD alternam no apoio. Mas apoiam a troco de quê? De vereadores com direito a salário, de administradores das empresas participadas pela CMO, com direito a salário, claro.

Mas o ciclo político, no concelho, está a terminar.

Como sairemos, então, desta situação política que é extremamente difícil? Como combateremos o desespero, levantando a bandeira da esperança?

O Bloco de Esquerda cita, com a devida vénia, o último parágrafo do manifesto dos 74 nascidos após 74 cujo título é O inevitável é inviável:

“Queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio.” (fim de citação)


Viva o 25 de Abril


O eleito do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Oeiras


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Grande comício no Coliseu dos Recreios em Lisboa | Manuel Alegre 2011

Grande comício no Coliseu dos Recreios em Lisboa | Manuel Alegre 2011

No que diz respeito ao lixo a Câmara de Oeiras anda de cavalo para burro


No que diz respeito ao lixo

a Câmara de Oeiras anda de cavalo para burro


A Câmara de Oeiras optou, há cerca de vinte anos, pela compostagem para o tratamento de resíduos sólidos. Este sistema consiste numa separação inicial dos resíduos não orgânicos (papel, plástico, metal,…). A seguir o material orgânico é tratado, resultando daí um composto que serve de fertilizante. O material, que sobrava do tratamento, era depositado no aterro de Trajouce, não provocando qualquer contaminação dos solos. A máquina esgotou, há dez anos, o seu tempo de vida e, então, os lixos não são tratados. São depois depositados na lixeira de Trajouce.


Oeiras foi o primeiro concelho de Portugal a optar pela recolha de resíduos sólidos porta-a-porta. Começou na freguesia de Queijas. Mais tarde passou-se a fazer a recolha selectiva de resíduos recicláveis porta-a-porta, também em Queijas. Ainda mais tarde generalizou-se a recolha selectiva de resíduos sólidos a todas as zonas de vivendas e às urbanizações do concelho em que os prédios têm casas de lixo. Entretanto a Câmara decidiu acabar com a recolha de resíduos recicláveis porta-a-porta. É claro que o Bloco de Esquerda votou contra esta proposta na Assembleia Municipal.


A Assembleia Municipal vai reunir no próximo dia 24 de janeiro, segunda-feira, às 21 horas no Centro Social e Paroquial de Queijas. Os cidadãos podem usar da palavra no início da reunião. Poderão questionar a Câmara sobre qualquer problema existente no concelho.

Participe.


Dê a sua opinião.



..................................
Bloco de Esquerda Oeiras
Oeiras
Rua Artur Brandão, nº13



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mais contratos de outsourcing na Câmara de Oeiras

Mais contratos de outsourcing na Câmara de Oeiras

O Bloco de Esquerda votou orgulhosamente só


A Câmara Municipal de Oeiras (CMO) aprovou uma proposta sobre o concurso público internacional para a prestação de serviços de manutenção de espaços verdes para as freguesias de Porto Salvo, Barcarena e Queijas. Esta proposta aplica o regime de outsourcing e estabelece uma despesa para a CMO no valor de 6 547 155 para um período de cinco anos (a dívida da CMO a terceiros ultrapassa os 70 milhões de euros). Foi aprovada por grande maioria. Apenas a CDU se absteve.


Na discussão e votação na Assembleia Municipal de Oeiras (AMO) o presidente da CMO elogiou a qualidade dos jardineiros que são funcionários da CMO e denunciou a falta de qualidade do trabalho da empresa que, actualmente, presta o serviço. Convém dizer que esta empresa trabalha em regime de outsourcing. Quanto a estas afirmações todos os partidos estão de acordo, Bloco de Esquerda incluído.


O presidente da CMO disse, ainda, que não vale a pena abrir um concurso para contratar jardineiros para a CMO porque os concursos são pouco ágeis, muito demorados, poucos cidadãos se candidatam e quando são contratados já têm outro emprego. Assim é melhor optar pelo outsourcing. Aqui todos os partidos estão de acordo, excepto o Bloco de Esquerda, que entende que este regime engorda as empresas de trabalho temporário, promove a precariedade, paga ordenados inferiores aos da CMO e condena os trabalhadores à ausência de direitos.

Quando se votou na AM a proposta foi aprovada com os votos favoráveis do IOMAF (lista de Isaltino Morais), PS, CDS e PSD. A CDU absteve-se e o Bloco de Esquerda votou contra.


Mas, durante o debate, a CDU apresentou a terceira via – a criação de uma empresa municipal – para a manutenção dos jardins. O presidente da CMO e todas as forças políticas estão de acordo com esta solução. Todas as forças não porque o Bloco de Esquerda está frontalmente contra.


As empresas municipais servem para oferecer empregos aos amigos nas Administrações. Aqueles que estiverem em exclusivo recebem 3500 euros de remuneração, têm direito a despesas de representação e ajudas de custo, além de automóvel com motorista. Além disso a CMO tem assinado contratos com as Administrações que, na prática, são prémios para os administradores no caso de a empresa obter os lucros previstos. Como isto é pouco, a empresa paga as despesas dos administradores relativas a pós-graduações, mestrados, douturamentos…


Os administradores não executivos recebem 250 euros por cada reunião da Administração.


Os trabalhadores não são escolhidos em concurso público, mas com base noutros motivos…


O presidente da CMO afirmou que será criada uma empresa municipal desde que haja unanimidade na Assembleia Municipal. Se o presidente da CMO mantiver a palavra não haverá empresa municipal.



..................................
Bloco de Esquerda Oeiras
Oeiras
Rua Artur Brandão, nº13
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000806156575

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

GREVE GERAL - mudança do local do espectáculo - Praça da Figueira


Agenda 24 Novembro

Ponto de informação sobre a Greve Geral
Iniciativa da União dos Sindicatos de Lisboa
Lisboa, Rossio, a parir das 9h.

Um Abraço pelo Teatro Nacional São João
Porto, Praça da batalha, 13h. Mais informação.

Concentração de professores contratados e desempregados
Lisboa, frente ao Ministério da Educação (Av. 5 de Outubro), 14h30. Mais informação.

Concentração de Precários e Intermitentes
Lisboa, Rossio, Acções de rua/performance, a partir das 11h e Concentração conjunta com bancas, concerto, intervenções e apoio jurídico, às 15h.
Lisboa, local a confirmar, Festa da Greve, 21h.

Concentração de grevistas, desempregados e reformados
Faro, Jardim Manuel Bívar (frente à CGD), 16h30.

Todos/as ao Concerto da Greve Geral
Lisboa, Praça da Figueira, 17h30. Org.: SPGL.


O Sindicato dos Professores da Grande Lisboa realiza na tarde do dia da greve geral, 24 de Novembro, a partir das 17h 30, um grande espectáculo musical para o qual lestão confirmados, até ao momento, Jorge Palma, Camané, Janita Salomé, Peste & Sida, Zé Pedro dos Xutos e Pontapés, Alex, dos Rádio Macau.

O Rossio será assim um local de encontro e concentração no dia da greve em Lisboa. A União de Sindicatos de Lisboa manterá lá um ponto de informações e mobilização para a greve. Os Precários Inflexíveis e a Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual organizam na mesma praça uma concentração, a partir das 15h.

Contamos contigo!!


..................................
Bloco de Esquerda Oeiras
Oeiras
Rua Artur Brandão, nº13
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000806156575

sábado, 6 de novembro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os bairros sociais a acção social da Câmara de Oeiras e a obra de Cavaco Silva


Os bairros sociais

a acção social da Câmara de Oeiras

e a obra de Cavaco Silva

Quando confrontado na Assembleia Municipal (AM) com argumentos para os quais não tem resposta, o senhor presidente da CMO tira a cassete da cartola, liga-a e ouve-se: “ Não há barracas em Oeiras. Eu acabei com elas”.

Mas vamos ao debate. É para isso que estamos aqui. Nos primeiros bairros construídos verificaram-se as seguintes questões:

- Construção de má qualidade, atestada pela realização de obras de recuperação poucos anos após a sua inauguração e, num caso mais grave, a demolição do bairro como aconteceu no Moinho da Portela;

- Separação das pessoas de uma família por vários bairros, o que revela insensibilidade social;

- Meio envolvente desadequado da realidade em que os cidadãos sempre viveram, com falta de grandes espaços públicos para aqueles que deles necessitavam;

- Ausência de equipamentos sociais na ocasião de entrega das chaves às pessoas realojadas;

- Famílias, que habitavam em zonas perto do rio Tejo, empurradas para o interior do concelho para “oferecer” os terrenos ao negócio;

- Grandes bairros, que se tornaram em guetos das pessoas que haviam vivido em barracas, sem qualquer integração no meio envolvente ao contrário do que foi feito no Reino Unido logo a seguir à Segunda Grande Guerra (integração dos realojados em bairros onde também residem moradores não provenientes de bairros sociais);

- Aplicação das chamadas rendas sociais que, apesar de estarem de acordo com a Lei, então em vigor, pouco tinham de sociais.

O Plano Especial de Realojamento (PER) foi um fracasso total quer do ponto de vista da inserção social, quer nos espaços habitacionais, quer ainda nos espaços envolventes e no tecido social.

Os únicos sucessos no realojamento foram os que envolveram as Associações de Moradores 25 de Abril em Linda-a-Velha, 18 de Maio na Outurela e Luta Pela Casa em Carnaxide.

A actual situação social, no país, é grave. Tem muitas causas, uma das quais a crise internacional.

Mas há outras, como os cortes em despesas não rentáveis do ponto de vista financeiro. Exemplo disso é a inexistência, da parte da Câmara, de projectos de intervenção social em bairros municipais (investimento de 0% - Informação escrita do presidente da CMO referente aos meses de Junho, Julho e Agosto). Este facto contrasta com os vencimentos dos administradores das empresas municipais – 3500 euros – mais as mordomias.

Também há outra que o Bloco de Esquerda vai, agora, referir. Em 1993 entrou uma nova personagem em cena – o então primeiro-ministro Cavaco Silva. O governo aprovou o Decreto-Lei nº 166/93, de 7 de Maio, que estabeleceu um novo regime de rendas para os bairros sociais. A partir daí foram feitas alterações relativamente à legislação anterior.

O cálculo do rendimento de um agregado familiar passou a integrar o rendimento ilíquido em vez do rendimento líquido. Passaram a contar 14 meses de vencimento em vez dos 12 que contavam antes. Os subsídios de turno e as horas extraordinárias entraram, também, no rendimento do agregado.

Assim, o rendimento dos agregados aumentou de forma artificial e, consequentemente, as rendas também aumentaram.

Em 1995 a Câmara de Oeiras foi a primeira do país a aplicar a nova Lei. Houve, então, grande contestação social e os munícipes estiveram três meses sem pagar renda. A CMO foi, deste modo, obrigada a diminuir as rendas dos jovens até 25 anos e dos reformados com pensões baixas. Também houve consequências políticas: o PSD – o partido do presidente da CMO - havia tido 60% de votos em 1993 e, em 1997, baixou para 30%.

Mas vamos à realidade actual. Mais de 20% das famílias não pagam renda, o que faz com que a CMO seja credora de quase 2,5 milhões de euros. Há cidadãos que cancelaram o fornecimento de gás. As taxas de abandono e insucesso escolares são enormes.

A CMO sabe quais são as taxas de abandono e insucesso escolares nos bairros sociais?

O desemprego, no país, já anda perto dos 11%.

A CMO sabe dizer qual é a taxa de desemprego nos bairros sociais?

E, já agora, qual é o número de famílias dos bairros sociais, que é obrigada a recorrer ao Rendimento Social de Inserção?

Na opinião do Bloco de Esquerda há as seguintes questões a resolver:

- Revogar o Decreto-Lei anti-social de Cavaco Silva e substituí-lo por uma Lei que tenha em conta a situação das pessoas que vivem em bairros sociais. Não chegava a Cavaco Silva ser o principal responsável por um défice público tão elevado;

- A CMO tem de compreender que há problemas sociais nos bairros e enfrentá-los. Deve fazer-se um forte investimento na juventude, criando um banco de material escolar e ocupando os tempos livres dos jovens em actividades de formação. Os mais idosos precisam de maior acompanhamento e apoio.

Os despejos não são solução. O presidente da CMO tem de atirar a cassete para o lixo pois o discurso fácil nunca resolveu problemas.

sábado, 7 de agosto de 2010

O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU EM OEIRAS

O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU EM OEIRAS


Na tomada de posse da AM, o Bloco de Esquerda denunciou três situações. Uma delas dizia respeito a dois desvios da ribeira do alto de Barronhos levados a cabo pela Câmara Municipal de Oeiras (CMO). Podemos informar que a CMO foi, definitivamente, condenada em Supremo Tribunal Administrativo (STA), a recolocar a ribeira a 18 metros dos prédios. Ainda assim foi preciso os cidadãos interporem uma Providência Cautelar para obrigar a Câmara a cumprir o Acórdão.

A freguesia de Carnaxide tem sido massacrada no Edifício Tágides (violação do PP da Quinta da Fonte), no cerco ao Hospital de Santa Cruz (impedimento de utilização das servidões aérea e marítima) e no terreno do Forte do Carrascal (torre de 19 pisos para escritórios, hotel de 6 pisos, 813 lugares de estacionamento à superfície e em dois pisos subterrâneos,…).

Para não falar de todas as freguesias podemos citar os “crimes urbanísticos” previstos para a Cruz Quebrada-Dafundo. O Palacete de Santa Sofia, edifício classificado de interesse municipal, através do Plano de Salvaguarda do Património é destruído em vez de preservado. Os jardins serão “substituídos” por sete moradias que originarão um Indice de Construção, que violará o PDM (o PDM permite, no máximo 0,72). É de notar que os jardins são uma réplica dos jardins do Convento de Cristo em Tomar. O Plano de Pormenor da margem direita da foz do Jamor prevê uma área de construção de 83120 metros quadrados num terreno cuja área é de 55230 metros quadrados, dando origem a um Indice de Construção de 1,5 (outra violação do PDM). Serão duas torres de 30 andares num total de 400 apartamentos. Ainda terá um hotel, dois Centros Comerciais e 450 lugares de estacionamento, um autêntico muro. Para o estádio nacional a CMO “convenceu” o Secretário de Estado da Juventude e Desportos a desafectar três parcelas, de forma ilegal. Estas seriam para construir viadutos, rotundas e acessos que serviriam a urbanização já aprovada para o alto da Boa Viagem (freguesia de Caxias). Esta urbanização inclui, entre outras coisas, um hotel de 200 quartos e um aparthotel com 220 apartamentos. Esta urbanização, também, terá 430 fogos habitacionais, divididos por três torres, uma de 19 andares, outra de 18 e, ainda outra de 17 pisos. Depois a Direcção Geral de Finanças decidiu vender as parcelas em hasta pública. Se este leilão se tivesse efectuado, o empreiteiro teria uma maior área de construção porque, agora, os acessos e rotundas serão feitos nos terrenos da urbanização.

Se o governo não voltar a mudar de opinião, os acessos “roubarão” terreno ao empreiteiro, que seria para construção.

Para a CMO – “Quanto maior a destruição do território melhor.”
O funcionamento da CMO tem diminuído de qualidade. A CMO envia propostas à Assembleia Municipal (AM) nas quais, ou faltam plantas, ou não existem actas da CMO, ou estão mal elaboradas ou não trazem os indispensáveis pareceres do Revisor Oficial de Contas. Este tipo de situações não acontecia durante o último mandato em que estive na AM - 2001/2005. O único responsável por estes problemas é o executivo camarário. Felizmente os serviços da AM apresentam um elevado grau de competência e eficiência.

Até o Tribunal de Contas (TC) já multou os vereadores devido a irregularidades detectadas.
O TC detectou, recentemente, outra situação. Fiscalizou duas empreitadas da CMO e concluiu que em ambas foram celebrados contratos para trabalhos adicionais, no valor de mais de 516 mil euros, sem fundamento legal. Segundo o TC a actuação do presidente e dos vereadores é susceptível de constituir infracções geradoras de responsabilidade financeira sancionatória.

Continuam os “assaltos” aos munícipes feitos através dos SMAS, que compram a água à EPAL por 13 milhões de euros e, depois, vendem aos cidadãos por 26 milhões de euros. Em 2009 os lucros dos SMAS foram de 18 milhões de euros. Deste lucro a Câmara já recebeu, este ano, 5 milhões e meio de euros. Convém lembrar que, na minha anterior passagem em 2005 pela AM, os lucros dos SMAS eram de apenas 10 milhões de euros.
Na discussão das Grandes Opções do Plano e do Orçamento estava prevista uma despesa que resultaria da venda de bens. Durante a discussão o presidente da CMO afirmou que não era preciso vender nada porque a saúde financeira da CMO era boa. Foram postos, já este ano, dez terrenos à venda, em hasta pública, que renderiam no mínimo 24 milhões e 700 mil euros. O resultado foi 0 euros pois não se vendeu nada.

O Bloco de Esquerda coloca a seguinte questão ao presidente da CMO:
Afinal a CMO está, está com dificuldades financeiras?
É verdade, a CMO tem dificuldades financeiras. A CMO tem dívidas a terceiros, de médio e longo prazo e, ainda, de curto prazo que totalizam 76 616 216,77 euros, o que revela uma péssima gestão, que resulta em falência técnica pois o orçamento é de 193 679 886 milhões de euros. Para não ter de repetir este número, que representa as dívidas e que é tão comprido, passaremos a chamar-lhe um “isaltino”, a unidade monetária de Oeiras. Ou seja 76 milhões de dívidas valem um “isaltino”.

Senhores deputados do Iomaf ( Isaltino Oeiras mais à frente) :
Como governariam as vossas casas se tivessem dívidas no valor de 40% do vosso vencimento?
Neste mandato a Câmara e, depois a AM, aprovaram o fim da recolha porta-a-porta de resíduos recicláveis. De facto já tinham acabado no anterior mandato, sem qualquer deliberação. Bastou esta “brilhante” ideia da vereadora que detinha o pelouro…


Vamos, agora, fazer o jogo das adivinhas:
- Qual é coisa, qual é ela, que faz exactamente aquilo que a CMO pode fazer?

- Qual é coisa, qual é ela que não abre concursos públicos?

- Qual é coisa, qual é ela que não precisa de vistos do Tribunal de Contas?

- Qual é coisa, qual é ela cujos dirigentes são escolhidos através da confiança política, em vez de ter o mérito como prioridade?

- Qual é coisa, qual é ela em que a CMO decide o valor dos ordenados a atribuir aos seus dirigentes?

Se respondeu empresa municipal, acertou.

A CMO decidiu que os administradores executivos destas empresas têm direito a um vencimento fixo de 3500 euros. Durante a discussão a única preocupação da maior parte dos vereadores foi saber se estes administradores ganham mais que os próprios vereadores. Mais tarde a CMO começou a fazer contratos com as empresas municipais que, na verdade, são contratos com os administradores executivos das empresas. Além do vencimento fixo atribuem-lhes um vencimento variável desde que eles cumpram determinados objectivos e, como é natural na opinião da CMO, são estes administradores que se auto-fiscalizam. Compreende-se. A culpa é da crise internacional. Há pessoas que precisam de ajuda… Aos administradores executivos já lhes chamam “os 3500”.

Os administradores não executivos recebem, apenas, 250 euros por reunião. Se tiverem duas reuniões, por mês, já ficam com o salário mínimo. Cada um dos administradores não executivos é conhecido pela alcunha do “salário mínimo”. E dizem que a CMO não combate a crise…

Tudo isto foi aprovado com os votos da maioria desta Assembleia.

O Bloco de Esquerda lança o seguinte desafio ao PSD e ao PS: Estão de acordo com estes vencimentos? Querem que os vossos militantes continuem a ser administradores das empresas municipais?
Se falarmos da empresa Satu, conclui-se que a sua dívida actual é de 42 milhões e 700 mil euros, ou seja 56% de um “isaltino”. Não esqueçamos que, segundo o Acordo Parassocial da empresa, a CMO pagará 51% dessa dívida.

O Bloco de Esquerda pergunta à senhora deputada do CDS:
Qual é, em sua opinião, o futuro desta empresa?
Convém referir que as dívidas das empresas municipais não estão incluídas nas dívidas da CMO.

Vamos, agora, às Parcerias Público Privadas. Falemos de uma dessas parcerias – a sociedade Oeiras Expo. Essa sociedade vai construir dois empreendimentos. Atentemos esta intervenção num deles, o Centro de Congressos, Feiras e Exposições. A CMO é proprietária do terreno. Cede à sociedade Oeiras Expo, gratuitamente, a titularidade do direito de superfície do prédio onde será construído o empreendimento. A sociedade arrenda o Centro à CMO, durante 25 anos, por uma renda mensal de cerca de 250 mil euros no primeiro ano, ou seja paga anualmente 3 milhões de euros. Durante 30 anos a sociedade Oeiras Expo explora e arrecada todos os lucros. Ao fim dos 25 anos, a Câmara juntou uma nova dívida, no valor exactamente de 76 milhões de euros, ou seja um “isaltino”. Assim o capitalista, que pediu o dinheiro emprestado à banca, vai recebê-lo todo da CMO e ainda vai “ganhar” uns milhões em trocos. Afinal a maioria da CMO é favorável à intervenção do Estado pois o capitalista não corre qualquer risco.

O Bloco de Esquerda coloca seguinte questão à bancada do Partido Socialista:
Estão de acordo com este método de engenharia financeira que permite contornar a proibição de endividamento da CMO, que foi decidido pelo governo?

Assistiu o Bloco de Esquerda à seguinte situação. O presidente da CMO, em frente ao espelho, perguntava: “Espelho meu, espelho meu, há alguém mais esperto do que eu?”
O espelho virou-se para ele e disse:
“Não cantes vitória. Há cada vez mais munícipes a querer intervir. Querem discutir a revisão do PDM, participar nas discussões públicas dos Planos de Pormenor, interpor acções contra a CMO…A CMO já foi condenada em Supremo Tribunal Administrativo.
O descontentamento nos bairros sociais é enorme. O investimento, este ano, em acção social é de zero euros.

A situação financeira da CMO é insustentável. Vive-se uma situação de Fantasia Orçamental. O futuro dos munícipes está hipotecado. Contigo, Oeiras está mais atrás.
Até já pediste ajuda a Cavaco Silva. Ele esteve aqui duas vezes e tu puseste as crianças dos estabelecimentos de ensino a apoiá-lo. Ele merece. Já te escolheu para candidato a presidente da CMO. Até deu jeito a ele. Despiu o fato de presidente, vestiu a roupa de candidato à presidência e fez campanha à custa das crianças.
Reflecte. És o principal responsável político em Oeiras. Estás na CMO desde 1986. Até mandavas na CMO quando não eras presidente.
Dou-te um conselho. Arruma a trouxa. Eu arranjo-te emprego na associação dos empreiteiros do concelho de Oeiras. O teu ciclo acabou. Leva a tua equipa contigo. Os cidadãos vão virar a página”


Afinal o presidente da Câmara não conseguiu “comprar” o próprio espelho.


(intervenção proferida na sessão da AM realizada em 20 de Julho de 2010, cujo único ponto da ordem de trabalhos foi o Debate do Estado do Município)